José Hélio Fernandes




Como você avalia setor de transporte no ano de 2020 diante da pandemia do novo coronavírus?


AN: Na verdade, o que ouvi durante todo esse período foram opiniões diversas. Até a própria medicina teve que aprender a lidar com esse vírus, e diante dos acontecimentos no transporte rodoviário de cargas não foi diferente.


A pandemia pegou a economia como um todo de surpresa, e o setor de transporte foi duramente atingido. O que esperamos é que o segmento possa superar esse baque, e aparentemente isso já está acontecendo.


À medida que a economia retoma seu andamento normal, o transporte de cargas a acompanha e também começa a crescer.


As entidades sempre tiveram um importante papel nas maiores crises da história desse país. Qual sua avaliação do trabalho delas diante dessa crise?


AN: A importância do transporte rodoviário de cargas foi reafirmada em 2020. Mesmo de longe, senti o maior orgulho da luta das entidades, dos motoristas profissionais e das empresas, que mesmo correndo riscos entenderam a necessidade de manter o abastecimento do país.

Falando de maneira específica, a NTC&Logística foi fundamental para que o setor continuasse firme mesmo nesse período crítico. Com as pesquisas inéditas, as transmissões on-line e a forte atuação política, a entidade se mostrou peça fundamental para o sucesso do segmento de transporte rodoviário de cargas.


O que o senhor projeta para 2021 e como será o futuro?


AN: Desejamos que, saindo dessa pandemia, o país volte a ter uma vida normal e que a economia realmente encontre seu caminho e disponibilize mais empregos para a sociedade.


Com a economia e o país crescendo, o setor de transporte cresce junto, porque somos uma atividade-meio, atuamos em tudo aquilo que é necessário para dar vazão a produção e ao crescimento.


É isto que desejamos: que o país encontre o caminho politicamente e nos aspectos econômico e social e que o setor possa corresponder a tudo isso e continuar esse serviço tão relevante para o Brasil.