Geraldo Vianna




Como você avalia setor de transporte no ano de 2020 diante da pandemia do novo coronavírus?


AN: O setor sofreu, como todos, mas em alguns segmentos (como na distribuição do e-commerce e no escoamento de safras), pode ter até experimentado crescimento. É apenas uma impressão. Vamos aguardar os números.


As entidades sempre tiveram um importante papel nas maiores crises da história deste país. Qual a sua avaliação do trabalho delas diante desta crise?


AN: Acho que, de modo geral, cumpriram muito bem o papel de orientar o setor e de representá-lo perante as autoridades, o mundo político e os meios de comunicação.


O que o senhor projeta para 2021 e como será o futuro?


AN: Penso que em 2021 ainda conviveremos com os efeitos da pandemia em muitos aspectos. Talvez dentro de alguns anos 2020 venha a ser considerado o marco inicial de um novo tempo, em que o homem foi obrigado a mudar o seu estilo de vida e seus padrões de produção, de consumo e de organização social, bem como o seu relacionamento com o meio ambiente. E não falo só da covid-19, mas de outras possíveis epidemias e, também, dos fenômenos climáticos extremos, que vêm se tornando cada vez mais devastadores e preocupantes. E não estou sendo pessimista ao dizer isso, muito pelo contrário, porque acredito que essas mudanças sejam possíveis, contando com o instinto de sobrevivência da espécie e com o uso correto dos avanços tecnológicos que já estão à nossa disposição ou que já podem ser antevistos.