FETCEMG | Transformação no pós-pandemia




A pandemia do novo coronavírus afetou de forma avassaladora nossa economia e também nossas relações pessoais e profissionais.


Com o início em dezembro de 2019 e do outro lado do planeta, não imaginávamos que esse vírus fosse nos atingir dessa maneira, sem tempo algum para previsões e preparações.


Após o impacto disruptivo imediato que causou no ambiente organizacional, fato é que a pandemia alterou completamente a nossa rotina introduzindo aspectos (até bons, diga-se de passagem) que deverão permanecer no pós-pandemia.


Não vou adentrar nas questões da reconfiguração dos espaços físicos ou da flexibilidade para a adoção de novas formas de trabalho. Isso é extrínseco à crise, algo que grande parte das empresas já buscava e experimentava antes da covid-19.


O que aconteceu foi que a aceleração em diversas transformações que já estavam em curso nas empresas há algum tempo, como a digitalização dos processos e das rotinas e o investimento em tecnologia e inovação, gerou um novo olhar nas pessoas.


O “novo normal” que estamos construindo – e com o qual podemos colaborar para que seja muito bom para todos – requer mais responsabilidade social das empresas, ou seja, maior atenção a questões mais profundas como sustentabilidade, solidariedade, inclusão, empatia, qualidade de vida e minimalismo.


Isso requer que as lideranças enxerguem além e tenham uma postura mais humanizada e colaborativa, e isso nos aproxima ainda mais do conceito da sociedade 5.0, que coloca o ser humano como causa e não como simples consequência de processos e recursos das sociedades anteriores.


A pandemia nos fez repensar nossos valores, revisar nossas crenças mais profundas e reparar mais no próximo, em quem está enfrentando essa difícil situação simplesmente porque não pode parar de trabalhar – aqui eu me refiro desde o motorista que está na estrada até aquele funcionário que está enfrentando o home office com todos os seus desafios inerentes.


Nesse futuro “novo normal”, a humanização certamente fará parte da agenda corporativa tanto nas relações comerciais, com clientes, parceiros e embarcadores, quanto na organizacional, com funcionários e stakeholders.


É preciso pensar que, assim como as empresas, as pessoas também estão se transformando. Portanto, é hora de começar a acabar com a crença de que o passado era bom e mirar no futuro, no melhor futuro que podemos ter e que nós podemos construir. O primeiro passo para isso depende somente de nós, da nossa vontade de criar o novo e de seguir adiante.


Sérgio Luiz Pedrosa

Presidente da Fetcemg, diretor da NTC&Logística, membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP). CEO da Transpedrosa e YPO Member