Entrevista com Marcelo Rodrigues

Diretor financeiro da NTC&Logística, Marcelo Rodrigues, vê DECOPE como fundamental para a disseminação de informações relevantes aos empresários do TRC


Sucessor de Francisco Pelucio no cargo de diretor financeiro na NTC&Logística, Marcelo Rodrigues foi bancário por muito tempo até se estabelecer como empresário no setor de transportes e se credenciar a atuar em um dos principais cargos na entidade.


Marcelo acredita no Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística (DECOPE) como um dos principais serviços prestados pela NTC com relação aos empresários. “A NTC&Logística mantém o DECOPE com seus técnicos sempre atentos e atualizando os associados em cada uma das suas especialidades. Mantém as últimas informações de custos mensalmente de acordo com os índices oficiais da economia e nos fóruns da entidade vem sempre administrando para que todos tenham as melhores e mais importantes informações que subsidiem os empresários nas tomadas de decisões”.


Confira a entrevista completa:


Marcelo, para iniciarmos a nossa entrevista, eu gostaria que você nos falasse um pouco mais sobre você. Quais são as suas experiências no setor de transporte e o que você acredita que tenha te credenciado a assumir uma função tão importante dentro da NTC&Logística?


Resposta: Depois de ser bancário com 21 anos em 1993, comecei a trabalhar em uma transportadora. Em 2000 me tornei gerente da empresa e comecei a frequentar a COMJOVEM do SETCESP em 2005. Isso me fez ver a vida empresarial de forma diferente, e me tornei empresário em 2008. Depois disso, comecei a frequentar as entidades de maneira mais contundente e fui sendo convidado a assumir cargos em diretorias do sindicato, até que um dia, em uma boa conversa com o sr. Francisco Pelucio, ele me convidou. Foi com muita honra aceitei o desafio de sucedê-lo na diretoria financeira da NTC&Logística. Minha atuação na atual gestão só é factível por eu ter afinidade com o ambiente hostil em que vive o empresário no nosso país.


Partindo agora para questões mais específicas da sua atuação na entidade, gostaria que você nos falasse um pouco das principais atividades desenvolvidas pela NTC neste ano de 2021.


Resposta: Na minha atual condição, tenho como responsabilidade a gestão das questões alinhadas com as necessidades financeiras dos eventos. Além disso, são responsabilidades minhas também as representações da entidade em diversos temas que requeiram sua presença e efetiva participação tanto virtualmente como presencialmente, trazendo-a ao patamar mais alto com a mesma qualidade que sempre teve.


Ainda muito afetada pelos impactos da pandemia, principalmente no começo do ano, a NTC&Logística teve que continuar se reinventando para comunicar e estar próxima de seu associado. O que foi feito em 2021 para a entidade se manter atuando, favorecendo seus associados e trazendo benefícios para o transporte rodoviário de cargas como um todo?


Resposta: Não medimos esforços para nos comunicarmos de maneira efetiva em nossas mídias, além de usarmos as melhores ferramentas disponíveis na atualidade. Sempre tivemos uma visão de que a comunicação é fundamental junto ao associado da NTC&Logística para subsidiar e para determinar os rumos do empresário nas melhores tomadas de decisões possíveis em seus negócios.


Você, como diretor financeiro da NTC, tem muita experiência tributária e financeira especificamente do setor de transportes. Em sua visão, qual é a importância de uma reforma tributária e de uma reforma administrativa para o setor de transporte de cargas e consequentemente para a sociedade?


Resposta: Em minha visão, as duas reformas são fundamentais para os rumos da economia nacional, porém a reforma administrativa é a que deveria ser feita em primeiro lugar. Ela levaria o país a uma condição de menores encargos à população, permitindo assim que a reforma tributária seja feita de maneira que diminua o custo Brasil de fato. Se for ao contrário, com a reforma tributária acontecendo primeiro, podemos correr o risco de haver mudança de rubricas, mas que, na conta final, manteriam o mesmo custo Brasil. Isso talvez ajudasse a desburocratizar, mas não seria de fato a reforma necessária para derrubar o custo Brasil.


Outra questão que está impactando o setor de transporte de maneira geral são os seguintes aumentos do diesel. Como você avalia essa questão e o que as empresas devem fazer para sofrer menores impactos com esses aumentos?


Resposta: Infelizmente essa matéria é polêmica e não há solução simples do caso. A nossa matriz energética é dependente de fatores da economia mundial, portanto estamos vulneráveis a quaisquer que sejam as condições da economia mundial. Além disso, não conseguimos alterar nossa base de preços de fretes na mesma velocidade no Brasil como gostaríamos de fazer. Ainda, nosso custo com combustível é enorme e nos remete a repensar em outras matrizes energéticas urgentemente, e isso afeta diretamente o custo Brasil sabendo que temos mais de 60% da matriz de transporte feita sob pneus.


Como a NTC&Logística pode auxiliar os transportadores com relação aos frequentes aumentos que estão acontecendo esse ano, sejam do diesel ou mesmo dos insumos?


Resposta: A NTC&Logística mantém o DECOPE com seus técnicos sempre atentos e atualizando os associados em cada uma das suas especialidades. Mantém as últimas informações de custos mensalmente de acordo com os índices oficiais da economia e nos fóruns da entidade vem sempre administrando para que todos tenham as melhores e mais importantes informações que subsidiem os empresários nas tomadas de decisões com relação aos seus negócios e às suas empresas. Os dados são fornecidos aos empresários, e a eles cabem as decisões sobre o seu próprio negócio.


Para finalizarmos, qual a sua expectativa para 2022 e quais são, de maneira geral, os planos da entidade para o próximo ano?


Resposta: Eu não vejo 2022 como um ano mais fácil do que o que já passamos. Pelo contrário, vejo um ano com desafios maiores e, a cada desafio, maiores são as dificuldades. Vejo que o próximo ano é cheio de incertezas. principalmente políticas, e essa incerteza sobre qual será nosso rumo é o que retrai a economia. Isso derruba o volume de bens transportados. Com a inflação em vista de alta, temos mais possibilidades de perda de rentabilidade por desatenção do momento. Quanto mais rápidos tomarmos nossas decisões, menos prejudicados seremos. A NTC&Logística estará atenta ao mercado e contará com seus associados para manter a união do setor, e juntos chegarmos mais longe nos assuntos que contribuem com o futuro das empresas.