ABTC | Pandemia acelerou a modernização dos processos logísticos e trabalhistas


A Covid-19 acelerou o futuro, colocou a sociedade diante de desafios para os quais ainda não estava pronta. É cedo para prever como será o mundo pós Coronavírus, qual será o grau e a extensão dos impactos na economia e na sociedade, mas é certo que dessa experiência única não sairemos ilesos.


Neste 2020 atípico, as empresas e seus colaboradores tiveram que se adaptar a novos modelos de gestão e trabalho. O home office foi adotado por diversos órgãos da administração pública e instituições. Se valorizou a questão das relações humanas no trabalho e ganhou extrema importância poder contar com profissionais qualificados.


As várias ferramentas de comunicação com áudio e vídeo também ganharam espaço e a ABTC manteve sua atuação, participando de diversas reuniões on line, entre elas, as de Seção de Cargas e subgrupos de trabalho da CNT (Confederação Nacional do Transporte), nos quais mantém representantes especialistas nos variados temas como: Infraestrutura, Trabalho e Tributos. Atuamos ainda, no Fórum TRC, do Ministério da Infraestrutura e nos debates sobre a "BR-101 do Futuro" e a nova Lei de Cabotagem - BR do Mar.


Além disso, continuamos acompanhando os projetos que estão tramitando no Congresso que afetam diretamente o setor, como a implementação dos PPDs (Pontos de Parada e Descanso), Tabela de Frete, desoneração da folha de pagamento, Reforma Tributária, DT-e (Documento Eletrônico de Transporte) e o CIOT (Código Identificador de Operação de Transporte).


Uma das dificuldades enfrentadas pelo setor de transporte, foi a falta de convergência de políticas federais, estaduais e municipais, o que provocou demora na tomada de decisão e na conscientização da população. Entretanto, é importante ressaltar que o transporte de carga foi considerado serviço essencial, o que permitiu que as operações seguissem em todo o País.

Neste contexto, destacou-se a Mobilização Nacional de Combate ao Coronavírus, realizada pelo SEST SENAT, em favor dos transportadores, que teve o total apoio da ABTC. Na ação, mais 37 mil testes foram realizados.


Entre os consensos que a crise definiu, está o que atesta a necessidade de investimentos em tecnologia, em infraestrutura e em multimodalidade de transporte, além do fortalecimento da nossa indústria e a continuidade dos incentivos ao agronegócio, o que trará a estabilidade e segurança jurídica, para atrair tanto investimento estrangeiro quanto nacional para o país.

Pedro José de Oliveira Lopes

Presidente da ABTC (Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga) e Vice-presidente da CIT (Câmara Interamericana de Transportes).